terça-feira, 15 de dezembro de 2020

Como ficar milionário?

 

Como ficar milionário?

Como ficar milionário?

Essa é a pergunta de um milhão de dólares.

Confesso que fiquei na dúvida se começava esse texto com essa piada ou se ela era boba demais. Deixa aqui um comentário dizendo sua opinião por favor.

Vamos ao texto, porque hoje eu vou ensinar uma técnica infalível para se tornar milionário. Não vai ser do dia para a noite, mas no longo prazo, quem seguir a técnica vai se tornar rico.

Vivemos num mundo onde dinheiro abre portas. Mesmo assim, grande parte da população não entende o mínimo de educação financeira para chegar na sua independência financeira (e nem busca entender)

Não sei exatamente o por quê disso acontecer.

Não vou entrar no mérito se é bom ou não ser rico porque tem gente que não almeja isso, mas diria que ninguém acha melhor não ter independência financeira do que ter.

Se todo mundo prefere ter independência financeira, por que tanta gente está parada ao invés de estudar esse assunto?

É como a pessoa que quer emagrecer, mas continua comendo mal e sem praticar exercícios

Dinheiro, tabus e suas consequências

Acho que tem a ver com o dinheiro ser um tabu na nossa sociedade. Ninguém gosta de falar sobre dinheiro. Ninguém fala para os amigos quanto ganha de salário, quanto tem de patrimônio.

O problema com tabus é que, com eles, há uma restrição de circulação de informação. Imagine que você ganha R$2.000 de salário e todos os seus amigos que se formaram com você estão ganhando R$6.000. Se você souber dessa informação, provavelmente vai buscar um emprego melhor porque sabe que é possível conseguir.

Como dinheiro é um tabu, essa informação nunca chega a você e você continua trabalhando ganhando seus R$2.000.

Isso não se aplica só a salário, mas a quase tudo relacionado a dinheiro, fazendo com que as pessoas não encarem o assunto dinheiro de frente e se planejem. Elas preferem seguir os conselhos de Zeca Pagodinho e deixarem “a vida me levar”.

Como virar um milionário

A gente costuma olhar para valores muito altos de dinheiro e pensar que eles são inatingíveis. Principalmente quando somos novos.

Ao colocar em planilhas projeções de salário com aportes mensais, dá para ver que na verdade, com consistência e consciência, é possível chegar lá.

Inclusive, escrevi um texto aqui falando sobre o poder dos juros compostos, que é o que permite que seja factível chegar a patrimônios altos sem necessariamente ter salários astronômicos.

O grande segredo para aumentar o patrimônio e virar um milionário consiste em 3 leis:

  • Investir sempre, ou seja, fazer novos aportes sempre que possível
  • Investir bem, ou seja, conseguir o máximo de rentabilidade correndo o risco que você aceita correr
  • Ter paciência para deixar os juros compostos fazerem seu trabalho.

Investir sempre (e o máximo possível)

Para se conseguir investir sempre, você precisa olhar para o balanço de entradas e saídas da sua conta bancária no mês.

Quando sobra dinheiro, ou seja, você ganha mais do que gasta, você consegue investir sem problemas.

Se você gasta mais do que ganha, acaba se endividando e vendo os juros compostos trabalharem contra você ao invés de a seu favor.

A gente costuma imaginar que a pessoa rica é aquela que ganha salários astrômicos, mas na verdade pouco importa o quanto a pessoa ganha. A única coisa que importa é a diferença entre quanto ganha e quanto gasta.

Um diretor de empresa que ganha R$50.000 por mês, mas gasta R$48.000 consegue guardar R$2.000 por mês. Comparemos ele com um estagiário recem efetivado que ganha R$4.000 na nova função, mas mora com os pais, então gasta só R$1.000 por mês. Ele consegue guardar R$3.000 por mês, ou seja, mais do que o diretor.

Isso não significa que ele é mais rico do que o diretor, apenas que ele consegue aportar mais dinheiro todo mês. E isso faz diferença lá na frente.

Quer saber a importância de aportes mensais, Kiyosaki tem a seguinte frase:

A filosofia da riqueza e da pobreza é a seguinte: o rico investe seu dinheiro e vive com o que resta. O pobre gasta seu dinheiro e investe o que resta

Robert Kiyosaki

Embora sejamos influenciados a gastar mais quando ganhamos mais, é importante sempre viver um padrão de vida abaixo do que se ganha. Assim, é possível investir todo mês quantias que fazem diferença la na frente.

Sendo assim, o foco deve ser cada vez ganhar mais (focar em promoções, fontes de renda alternativas, etc.) e gastar o necessário, mas não esbanjar.

Investir bem

Essa parte é um pouco mais complicada do que a primeira.

Na primeira, você depende apenas de você mesmo. Sendo produtivo no trabalho, você tende a ser promovido e ganhar mais. Sendo responsável com os gastos, você consegue viver bem sem gastar tanto.

Investir bem já depende também do mercado e não só do investidor. Para essa etapa, é importante conhecer o mercado e entender os riscos que se aceita tomar.

Investir bem não significa ter rentabilidades altas. Investir bem significa ter rentabilidades esperadas enquanto se corre riscos dentro do aceitável para o investidor em questão.

Fazer 100% de rentabilidade em um ano porque aplicou toda a sua carteira em bitcoin não necessariamente significa investir bem. O investidor correu um risco grande para conseguir essa rentabilidade.

Sabe quando você vai comprar algo e olha para o custo-benefício? Em investimentos é parecido. Você deve olhar para o risco-recompensa.

Tenha paciência

Todo mundo quer ficar rico. E quanto mais rápido melhor né?

paciência para ficar milionário

O problema é que o imediatismo traz consigo alguns problemas graves.

Ao acreditar que dá para ficar rico do dia para a noite, as pessoas acabam correndo riscos sem sentido, como por exemplo entrar em pirâmides financeiras. A ganância cega o homem. Devemos ficar atentos a isso.

Warren Buffett diz que investir é tão divertido quanto ficar olhando a grama crescer ou a tinta secar. Se você quer adrenalina, vá para um cassino.

Quando se olha para as pessoas mais ricas do mundo com investimentos, todos eles têm cabelos brancos. Não é coincidência. Para se ficar rico com investimentos é preciso tempo para os juros compostos trabalharem.

Investindo bem, frequentemente e com paciência

Quando se junta os três ensinamentos acima, o investidor está no caminho para ficar milionário.

Parece simples, talvez até óbvio e de fato é. O problema é que muitas pessoas mesmo assim não seguem essas ideias.

As pessoas não investem com frequência. Na verdade elas nem olham direito para as entradas e saidas da sua conta. Lembra daquela história de dinheiro ser um tabu? Então…

As pessoas não investem bem. No Brasil temos 900 bilhões de reais investidos na poupança, que rende 70% da Selic. Sabendo que o Tesouro Selic rende 100% da Selic e tem o mesmo risco.

As pessoas não tem paciência. Talvez o maior exemplo disso seja o boom de esquemas de pirâmides no Brasil. Não são apenas os mais leigos que entram nessa onda não. Tenho amigos bem instruídos e conhecedores do mercado que entraram.

A prova de que é possível

Vamos finalmente ao exemplo prático.

exemplo prático como ficar milionário

Digamos que você tem 30 anos e consegue guardar R$2.000 para investir.

Antes que você diga que na vida real não é bem assim, deixa eu me defender:

Claro que esse exemplo é uma simplificação da situação. O objetivo aqui é mostrar a importância de cada um dos 3 princípios falados acima.

Fiz quatro curvas mostrando a diferença de investir bem, com frequência e tendo paciência.

Na primeira, uma pessoa que só guarda R$2.000 por mês sem investir.

Na segunda, uma pessoa que aporta R$2.000 por mês e investe com uma rentabilidade média de 5%.

Na terceira, o investidor aporta R$2.000 por mês e investe conseguindo uma rentabilidade média de 10%.

Finalmente, no quarto exemplo, o investidor aporta R$4.000 por mês e investe com uma rentabilidade média de 10%.

Para ter um balizador do quanto esses percentuais por ano significam, hoje (14/12/2020), títulos do tesouro direto prefixados estão sendo negociados em 6,67%. Isso significa que uma carteira com títulos públicos de baixo risco renderia mais que 5%.

4 curvas mostrando como ficar milionário

Apenas guardando R$2.000 por mês, no final de 30 anos, o investidor acumulou R$720.000

Investindo R$2.000 por mês com 5% ao ano, no final de 30 anos, o investidor acumulou R$1,63 milhão.

Investindo R$2.000 por mês com 10% ao ano, no final de 30 anos, o investidor acumulou R$4,13 milhões.

Investindo R$4.000 por mês com 10% ao ano, no final de 30 anos, o investidor acumulou R$8,25 milhões.

Investir com mais frequência, com aportes maiores e tendo rentabilidades maiores é o que vai garantir que você vire um milionário.

Um detalhe importante é que devemos olhar para o longo prazo. É o que eu quis dizer ao falar que precisamos ter paciência.

Se você olhar no gráfico, vai ver que no ínicio, as 4 curvas estão bem próximas e elas vão se descolando ao longo do tempo.

Conclusão

A dificuldade de se ficar milionário é parecida com a dificuldade de emagrecer, ou tirar nota alta numa prova.

A gente sabe exatamente o que precisamos fazer para conseguir o resultado desejado. A parte difícil nao é essa. A parte difícil é a consistência de se manter no foco.

Para emagrecer é apenas comer menos e fazer mais exercícios. O difícil é de fato executar isso todo dia.

Para tirar notas altas, é só estudar todo dia. O difícil é executar isso todo dia.

Para ficar milionário, é só investir bem, com frequência e ter paciência.

Existem armadilhas no meio do caminho, como a vontade de comprar aquele carro que você não precisa de fato ou aquele investimento com rentabilidade “garantida”.

Lembre-se o caminho para chegar no milhão não é difícil. O difícil é ter foco e consistência para seguir nele.

E você, já está no caminho?

terça-feira, 13 de outubro de 2020

Entendendo o Rateio do IPO DE AÇÕES


O que é Rateio da Oferta

O Rateio da Oferta é um conceito associado à Oferta Pública Inicial (IPO) de ações de uma empresa e ao bookbuilding, o processo para avaliação da demanda do mercado pelas ações.

O Rateio da Oferta é a solução encontrada para lidar com o excedente de demanda, ou seja, quando existe uma demanda para comprar mais ações do que a empresa efetivamente pretende emitir em seu IPO.



Como funciona o Rateio da Oferta

 

Antes do IPO, a empresa que pretende emitir ações realiza um processo chamado de bookbuilding, que permite entender a demanda do mercado e definir o preço para a oferta.

Porém, ele tem outra utilidade: possibilita aos investidores fazer uma reserva para a compra das ações. O bookbuilding é realizado tanto com investidores institucionais quanto investidores de varejo.

Ao final desse processo, a empresa observa qual foi o número de reservas. Eventualmente, pode haver reserva de um volume de ações superior ao que a empresa pretende colocar no mercado.

Quando isso acontece, é preciso fazer um rateio. Isso significa que cada investidor só vai poder comprar uma porcentagem das ações que reservou durante o Bookbuilding.

Métodos de Rateio da Oferta

Existem diferentes métodos para realizar o rateio da oferta.

O método tradicional consiste em fazer o rateio de acordo com a proporção entre o total da oferta e o total de reservas.

Imagine que a empresa fictícia ABC Metais vai fazer seu IPO com R$ 100 milhões em ações. O bookbuiding aponta um total de R$ 200 milhões em reservas. A relação, aqui, é de 50%. Portanto, cada investidor poderá comprar 50% do que reservou.

A crítica ao método tradicional de rateio da oferta é que os grandes prejudicados são os pequenos investidores. Afinal, seguindo esse método, quanto menor a reserva, menor a compra que o investidor efetivamente terá direito a fazer.

Em 2005, uma parceria entre técnicos da BOVESPA e a empresa Suzano Petroquímica deu origem a um novo método de rateio. A proposta era que as ações do IPO fossem distribuídas, uma por uma, a cada investidor que fez uma reserva, obedecendo o limite dessa reserva, até que as ações ofertadas acabassem.

Imagine que, no mesmo caso da ABC Metais, o bookbuilding de R$200 milhões corresponde às reservas de 4 investidores:

  • O investidor A reservou R$ 10 milhões
  • O investidor B reservou R$ 40 milhões
  • O investidor C reservou R$ 50 milhões
  • O investidor D reservou R$ 100 milhões

Vamos pegar o equivalente a R$ 100 milhões em ações, que é o IPO, e começar a distribuir uma por uma pelos quatro investidores (uma ação para o investidor A, uma para o investidor B, uma para o investidor C, uma para o investidor D, outra para A, outra para B, e assim sucessivamente) até o limite que cada um reservou.

Então, quando o investidor A chegar ao equivalente a R$10 milhões em ações, ele sai do rateio, porque foi isso que ele reservou. O rateio continua entre os outros três, até acabarem os papeis ou até que chegue no limite da reserva de outro investidor. Nesse caso, continua entre os que sobraram. O resultado final será:

  • O investidor A poderá comprar R$ 10 milhões
  • O investidor B poderá comprar R$ 30 milhões
  • O investidor C poderá comprar R$ 30 milhões
  • O investidor D poderá comprar R$ 30 milhões

Perceba que os investidores que reservaram menos (A e B) conseguiriam comprar uma proporção maior da sua reserva. A conseguiria comprar 100% do que reservou, mas D apenas 30%.

Esse método beneficia os menores investidores. Quanto menor a reserva, maior a probabilidade de receber todas as ações reservadas. Por outro lado, quanto maior a reserva, menor a porcentagem que efetivamente poderá ser comprada.

Casos reais de Rateio da Oferta

Um caso real interessante de rateio da oferta foi o IPO da Visanet, em 2009. Ele foi considerado o maior IPO da História do mercado brasileiro, até aquele ponto.

As ações da empresa geraram um interesse tão grande entre investidores do varejo, que cada um só conseguiu comprar 38,35% do valor reservado. Isso significa que a demanda foi quase 3x maior do que a oferta.

Mais recentemente, o caso do IPO da Vivara também merece atenção. A empresa usou uma estratégia diferente para o seu rateio da oferta.

A demanda pelas ações da Vivara superou a oferta em 5x. Com a intenção de incentivar a adesão dos investidores a uma cláusula de Lock-up, a Vivara ofereceu preferência no rateio para aqueles que aceitassem a cláusula.

segunda-feira, 12 de outubro de 2020

A diferença entre investidores e especuladores

 Nos últimos meses, em razão de vários fatores – entre eles a pandemia da Covid-19 e a queda da taxa Selic –, temos percebido um forte aumento no número de pessoas físicas na bolsa.

No último boletim divulgado pela B3, referente ao mês de setembro, mais de 3 milhões de CPFs estavam na bolsa de valores. Esse valor é quase o dobro do 1,68 milhão que havia no fim do ano passado e seis vezes maior que os 500 mil de 2017.

O fato é que, desses 3 milhões atuais, uma parcela é de investidores; outra, de especuladores. No livro Margin of Safety, do grande investidor Seth Klarman, o autor aponta que o primeiro passo para alcançar o sucesso nos investimentos é entender a diferença entre essas duas categorias.

Nesse sentido, os investidores seriam aqueles que acreditam que as ações são uma fração de uma companhia, um “pedaço do negócio”, enquanto os títulos representariam empréstimos a essas empresas. Dessa maneira, investidores tomam decisões de compra e venda de ações com base no preço em que a companhia é negociada em comparação com sua percepção de valor dela.

Além disso, os investidores compram ações quando acreditam que elas podem oferecer um retorno razoável a partir de certo risco incorrido – e as vendem quando o risco não vale mais a pena.

Uma característica muito importante dos investidores é acreditar que, no longo prazo, o preço das ações tende a refletir o desempenho, nos aspectos fundamentais, das companhias. Ou seja, a performance de receitas, lucros e rentabilidade ditaria o preço das ações da empresa.

Do outro lado, temos os especuladores. Ao contrário dos investidores, eles pautam sua decisão na previsão de queda ou subida no preço das ações com base no comportamento do mercado. Por isso, segundo Klarman, os especuladores detêm ações como um mero pedaço de papel que pode ser trocado, sendo indiferentes aos aspectos fundamentais do investimento.

Dessa forma, os especuladores são obcecados por previsões da direção do preço das ações, de modo que muitos deles recorrem à análise técnica, que utiliza as flutuações passadas da ação como guia.

De acordo com Klarman, a análise técnica pressupõe que a performance passada das ações indicará a chave para o futuro de seus preços. Mas a verdade é que não podemos prever o futuro: o autor ainda é enfático ao afirmar que “tentar fazer uma previsão é perda de tempo”.

Muitas vezes, é bastante difícil identificar investidores e especuladores sem fazer uma análise profunda de seu comportamento. Não é raro encontrar muitos “investidores profissionais” que performam como especuladores, obtendo retornos de curto prazo com base na previsão das flutuações do mercado.

Portanto, os investidores têm uma chance razoável de atingir o sucesso no longo prazo, ao passo que os especuladores, por outro lado, têm maior propensão de perder dinheiro ao longo do tempo

quarta-feira, 30 de setembro de 2020

October Effect Efeito outubro (mercado de ações)

 

Efeito outubro

Qual é o efeito de outubro?

O efeito outubro é uma anomalia percebida no mercado de que as ações tendem a cair durante o mês de outubro. O efeito de outubro é considerado principalmente uma expectativa psicológica e não um fenômeno real, pois a maioria das estatísticas vai contra a teoria. Alguns investidores podem ficar nervosos durante outubro porque as datas de algumas grandes quedas históricas do mercado ocorreram durante este mês.

Os eventos que deram a Outubro a reputação de perdas de ações aconteceram ao longo de décadas, mas incluem:

  • Pânico de 1907
  • Terça-feira Negra (1929)
  • Quinta-feira Negra (1929)
  • Black Monday (1929)
  • Black Monday (1987)

A Segunda-Feira Negra, a grande queda de 1987 que ocorreu em 19 de outubro e viu o Dow despencar 22,6% em um único dia, é sem dúvida o pior declínio em um único dia. Os outros dias negros, é claro, fizeram parte do processo que levou à Grande Depressão — um desastre econômico que permaneceu inigualado até que o colapso da hipoteca quase tirou toda a economia global com ela.

PRINCIPAIS TAKEAWAYS

  • O efeito outubro é a percepção de que os mercados acionários declinam durante o mês de outubro, e é classificado como anomalia de mercado.
  • O efeito de outubro é considerado principalmente uma expectativa psicológica e não um fenômeno real, pois a maioria das estatísticas vai contra a teoria.
  • O efeito de outubro, assim como outras anomalias do calendário, parecem desaparecer em grande parte nas últimas décadas

O homem pobre e o homem rico Regras

 Regra número 1: Não perca dinheiro

Isso pode parecer ingênuo, mas acredite, não é. 

Se você quer ser rico, não deve perder dinheiro — ou, devo dizer, não deve perder muito dinheiro. 

Parece uma regra absurda, boba? Talvez, mas a maioria das pessoas perde dinheiro em investimentos desastrosos, em consumo supérfluo, em negócios insensatos, em ganância desmedida e até mesmo por terem um timing ruim. 

Depois de quase cinco décadas investindo e conversando com investidores, posso assegurar que, de fato, a maioria das pessoas definitivamente perde dinheiro, e muito – com ações, com opções, com o mercado de futuros, em imóveis, em empréstimos ruins, em jogatina, em apostas, em esquemas de pirâmides e em seus próprios negócios.

Regra número 2: Homem rico, homem pobre 

No mundo dos investimentos, o investidor rico tem uma grande vantagem sobre o pequeno, sobre o amador da bolsa, e sobre o trader neófito. A vantagem de que o investidor rico desfruta é que ele não precisa dos mercados

A diferença que isso faz, tanto na atitude mental quanto na maneira como alguém lida com o dinheiro, é avassaladora. 

O investidor rico não precisa dos mercados porque ele já tem toda a renda de que precisa. Ele tem dinheiro entrando através de seus títulos (públicos e privados), fundos multimercado e de ações e imóveis. Em outras palavras, o investidor rico nunca se sente pressionado a "ganhar dinheiro" no mercado. 

O investidor rico tende a ser um especialista em valores. Quando os preços dos títulos estão baratos e os juros que eles pagam estão irresistivelmente altos, ele compra títulos. Quando as ações estão uma barganha e seus dividendos, atrativos, ele compra ações. Quando ele visualiza que haverá grande demanda por imóveis, ele compra imóveis. Quando obras de arte, joias finas ou ouro estão a preços de oferta, ele compra arte, diamantes ou ouro. Em outras palavras, o investidor rico coloca seu dinheiro onde estão os grandes valores.

E se nenhum ativo estiver disponível a valores atraentes, o investidor rico espera. Ele pode se dar ao luxo de esperar. Ele tem renda passiva entrando diariamente, semanalmente, mensalmente. O investidor rico sabe o que está procurando, e não se importa em esperar meses ou até anos pelo próximo investimento (eles chamam isso de 'paciência').

Mas e o pequeno investidor? Este cidadão sempre se sente pressionado a "ganhar dinheiro". E, consequentemente, ele está sempre pressionando o mercado a "fazer algo" por ele. Mas, infelizmente, o mercado não está interessado. Quando este sardinha (que é o oposto do tubarão) não está comprando ações que oferecem rentabilidades de 1% ou 2%, ele está comprando títulos de capitalização, bilhetes de loteria ou, onde permitido, perdendo dinheiro em cassinos. Ou então está "investindo" em algum esquema de pirâmide de "retorno alto e garantido" sobre o qual seu vizinho lhe falou (com a maior confidencialidade, é claro). 

E dado que este sardinha está tentando forçar o mercado a fazer algo por ele, é garantido que ele vai perder. Como o cidadão não entende nada sobre quais são os valores corretos de cada ativo, ele constantemente paga caro. Ele está sempre comprando caro. E ruim. Ele não compreende o poder dos juros compostos. Ele não entende de dinheiro. Ele nunca ouviu o ditado: "Quem entende de juros ganha juros. Quem não entende de juros paga juros". Ele é o cidadão médio típico, e está afundando em dívidas.

Como resultado, ele está sempre suando – suando para pagar as prestações da geladeira, do carro, da televisão e, é claro, da casa própria (ele não admite morar de aluguel). Ele é impaciente e se sente perpetuamente explorado. Ele diz a si mesmo que precisa ganhar dinheiro, e rápido. E então ele se entrega a essas promessas de "ganhos rápidos, fáceis e garantidos" [nos dias de hoje, essas promessas são feitas por traders de YouTube]. 

No final, o sardinha perde seu dinheiro no mercado ou em esquemas fraudulentos. Em suma, esse "nerd do dinheiro" passa a vida tentando subir por uma escada rolante que desce.

Mas aqui está a parte irônica de tudo. Se, desde o início, este cidadão tivesse adotado uma política estrita de jamais gastar mais do que ganha, e se ele tivesse pegado essa poupança extra, investido em títulos geradores de renda, e usufruído dos juros compostos, então, com o tempo, ele passaria a receber dinheiro diariamente, semanalmente, mensalmente, assim como o homem rico. 

O rapaz teria se tornado um vencedor financeiro, em vez de um derrotado patético.

Regra número 3: valores

O único momento em que o investidor médio deve se afastar do sistema básico de juros compostos é quando um determinado mercado oferece um valor excepcional. 

Considero que um investimento é de grande valor quando oferece (a) segurança; (b) um retorno atraente; e (c) uma boa chance de se valorizar em termos de preço. 

Em todos os outros momentos, o método dos juros compostos é mais seguro e provavelmente muito mais lucrativo, pelo menos no longo prazo.

sexta-feira, 19 de junho de 2020

Uma explicação dos principais verbetes do mercado de capitais.



DICIONÁRIO

Uma explicação dos principais verbetes do mercado de capitais.








AÇÕES ORDINÁRIAS – Dão direito de voto aos seus acionistas e também oferecerem dividendos. Geralmente estão concentradas, em grande parte, nas mãos dos proprietários da empresa.

AÇÕES PREFERENCIAIS – Dão preferência aos portadores para receberem dividendos ou  boa parte de seus investimentos em caso de falência da empresa. Seus acionistas não dispõem do direito de voto nas reuniões da empresa.

ADRs – Significa American Depositary Receipts. São recibos de ações que servem para que empresas sediadas em outros países possam negociar seus papéis no mercado norte-americano.

AFTER MARKET – É a sessão do pregão eletrônico que ocorre após o fechamento do pregão regular. Pode variar de acordo com o pregão principal, podendo ser retardado com a chegada do horário de verão no Brasil. A data de liquidação dos negócios segue a mesma do pregão principal, porém a oscilação de preço nos negócios não pode ultrapassar 2% para mais ou para menos do valor de fechamento do papel ao fim do pregão regular.

ALAVANCAGEM – É quando o acionista utiliza capital extra, de terceiros, para aumentar as proporções de lucro, conseqüentemente também o risco da operação.

ANBID – Sigla de Associação Nacional dos Bancos de Investimentos. Representa as instituições financeiras que participam do mercado de valores mobiliários no Brasil. Sua principal atuação é no mercado de fundos de investimentos, agindo como órgão regulador.

ATIVO – É termo utilizado para representar os bens, pertencentes a uma empresa ou pessoa, que gerem renda passiva, como imóveis, dinheiro aplicado, ações etc. Em inglês, significa asset.

BEAR MARKET – Termo usado para representar um mercado baixista (mercado de urso).  Maior força de venda que de compra.  

BETA – É um coeficiente de volatilidade de uma ação, que compara o preço ao Índice Bovespa, usado como ponto de referência para o mercado brasileiro, com beta igual a 1 (um).
      
BLUE CHIP – Termo utilizado no mercado financeiro, que representa o grupo das ações mais liquidas, seguras, e potencialmente lucrativas negociadas na Bolsa de Valores.

BOOM – Aumento acentuado das cotações e dos volumes operados em determinado mercado.

BULL MARKET – Termo usado para representar um mercado altista (mercado de touro). Maior força de compra que de venda.

CALL – Representa uma “opção de compra” de uma ação, no mercado de opções.

CARTEIRA – É o conjunto de ativos que um investidor possui em seu poder em determinado momento. 
    
CASH-YIELD – É um índice de retorno anual do pagamento de dividendos em relação ao preço da ação da companhia.

COMMODITIES – Significa mercadoria. No mercado financeiro é utilizada para indicar um tipo de produto, como café, algodão, soja, cobre, petróleo. Existem bolsas de valores específicas para negociar commodities, como a BM&F ( Bolsa de Mercadorias e Futuros).

COPOM – Sigla de Comitê de Política Monetária do Banco Central. É o encarregado de formular a política monetária do país. Estabelece diretrizes de política monetária e define a meta da taxa de juros primaria (SELIC) que remunera os títulos da divida pública federal.

CUSTÓDIA – É o local onde os títulos e as ações são registradas em nome de quem os comprou, garantido a sua propriedade.  
  
CVM – Sigla de Comissão de Valores Mobiliários. É uma autarquia federal responsável por regular e fiscalizar o mercado de valores mobiliários no Brasil. 
   
DAY TRADE – Operação em que a compra e a venda de um mesmo ativo são realizadas no mesmo pregão, ou seja, num único dia.     

DEBÊNTURES – São títulos de crédito, semelhantes aos títulos emitidos pelo governo, só que com a diferença de que são emitidos por empresas.    

DERIVATIVOS – Ativos mobiliários que derivam de outro ativo, ou seja, estão amarrados a eles. Como exemplo, temos as opções de compra das ações da Telemar. 

DESCOBERTO – Expressão usada com o termo venda, que representa estratégia de investimento, em que o investidor vende um papel de que não dispõe na carteira, comprometendo-se a comprá-lo posteriormente, apostando na queda do mercado.

DIVIDENDOS – Bonificações pagas periodicamente ao investidor que mantém papéis da empresa pagadora em sua carteira de investimentos.  
    
ESPECULAÇÃO – Operação comercial em que o negociador aceita assumir um risco considerável com o intuito de obter lucro.       
FED – Sigla de Federal Reserv Bank, o Banco Central Americano.

FIBONACCI – Os números de Fibonacci representam importante ferramenta para analise da duração de um movimento gráfico.      
   
FIEX – Sigla de Fundo de Investimentos no Exterior, que é um fundo de investimento doméstico, pórem que aplica no mínimo 80% de seus recursos em títulos da divida externa brasileira.     

FUNDO DE INVESTIMENTO – Comunidade aberta de pessoas com o objetivo em comum de aplicar seu capital, seguindo regras próprias e pré-estabelecidas, e que se unem com propósito de obterem vantagens no mercado.     

HEDGE – Corresponde a uma estratégia do mercado financeiro, que pode ser realizada de diversas maneiras, em que o investidor busca diminuir o nível de risco de uma determinada posição.

HOME BROKER – Painel de operações que interliga o investidor á sua Corretora, permitindo que execute ordens de forma independente.

HOT MONEY – É o capital originário de investidores estrangeiros, cujo destino são as aplicações no mercado financeiro nacional.

IBOVESPA – Índice da Bolsa de Valores de São Paulo. Mede a lucratividade de uma carteira hipotética com as ações mais negociadas, seguras e rentáveis para investimento no momento. Cada ação integrante recebe um peso, em pontos, que varia de acordo com sua liquidez.      

IBOVESPA FUTURO – Contrato da BM&F em que o investidor compra ou vende a pontuação do Índice Bovespa à vista numa data futura.     

IBX – Índice Brasil. Mede o retorno de uma carteira hipotética composta por 100 ações selecionadas entre as mais negociadas na Bovespa, em termos de número de negócios e volume financeiro.

IGP-M – Índice Geral de Preços do Mercado. Mede a variação de preços no mercado de atacado, de consumo e construção civil. O IGPM considera todos os produtos disponíveis no mercado, inclusive o que é importado.   

INDICADOR – Por indicador entende-se qualquer ferramenta de analise gráfica que possa oferecer indicações úteis para a identificação das tendências dos preços de um ativo.  
  
IPC – Índice de Preço ao Consumidor. Mede a variação dos preços de uma cesta de consumo média de uma determinada população.

IPO – Initial Public Offering. Termo utilizado para representar a entrada de uma empresa no mercado de valores mobiliários.

LIQUIDEZ – Grau de facilidade com que se consegue transformar um ativo (ações. Imóveis etc.) em dinheiro vivo.     

LOTE – Representa uma quantidade padronizada de ativos financeiros, a fim de arredondar as quantias de papéis negociados.   
MARGEM – É uma garantia, em dinheiro ou ativos do mercado financeiro, que tem por finalidade arredondar as quantias de papéis negociados.     

MEGA BOLSA – Sistema de negociação na Bovespa que engloba o Pregão Viva Voz e o Pregão Eletrônico. Pelos terminais eletrônicos do Mega Bolsa, as Corretoras podem enviar suas ordens de compra ou venda diretamente de seus escritórios, em qualquer parte do território nacional.

MERCADO A TERMO – Mercado onde se determina quantidade, preço e data da liquidação de uma operação, que geralmente é de 30, 60 ou 90 dias depois de executado o negócio.

MERCADO À VISTA – Negócio com ativos, títulos e valores mobiliários que se liquida à vista.

MESA DE OPERAÇÕES – Local físico, instalado nas Corretoras de Valores, responsável pelo envio de ordens ao pregão da Bolsa de Valores.  

OPÇÃO DE AÇÃO – Direito de compra ou venda de determinado papel, em data futura, por preço pré-estabelecido, em que o investidor paga um valor chamado de prêmio para ter esse direito.

ORDEM – É um pedido de compra ou venda de um papel no mercado financeiro, enviado pra o investidor pela sua Corretora de Valores.   

POP – Programa de Investimento com Participação, é um novo produto  do mercado de renda variável, cujo o objetivo é reduzir os riscos durante o investimento em ações.   

PREGÃO – Representa uma seção, em que são realizados negócios nas bolsas de valores.    

PREGÃO ELETRÔNICO – É o sistema eletrônico de negociação através de terminais, que permitem a realização de negócios nos mercados à vista, a termo e de opções, com papeis e horários definidos pela Bovespa.   

RENTABILIDADE – Taxa de retorno de um investimento, expresso em termos percentuais.   
  
RESGATE – Equivale ao saque bancário em que o investidor faz a retirada do total ou parte dos recursos investidos na aplicação.   
  
RESISTÊNCIA – Corresponde ao nível de preços em que se acredita que haverá dificuldade em dar continuidade ao aumento dos preços devido a proximidade de um forte ponto de vendas. 

RISCO BRASIL – Índice criado para representar o grau de risco de se investir no país em determinado momento. Age como um termômetro indicador da confiança do mercado em relação à economia do país.

SELIC – Sistema Especial de Liquidação e Custodia. Serve como referência para muitas taxas de juros adotados no pais. A taxa Selic representa a media de juros pagos pelo governo as instituições que lhe emprestam capital, como os bancos, por exemplo, através da compra desses títulos.   

SPREAD – Diferença entre o preço de compra e o preço de venda de um ativo, de onde é possível gerar o lucro da operação financeira.

STOP – Tipo de ordem utilizada no mercado financeiro que permite proteger automaticamente o capital investido.

SUPORTE – Corresponde ao nível de preços em que se acredita que haverá dificuldade em dar continuidade a queda dos preços, devido a proximidade de um forte ponto de compras.

TIMING – Termo utilizado no mercado financeiro para se referir ao melhor momento para comprar ou vender. O investidor busca “acertar o timing”, o tempo do mercado.

TR – Taxa Referencial de Juros. Representa a média mensal dos juros pagos pela capitação de depósitos a prazo (CDBs e RDBs) das 30 maiores instituições financeiras do pais.

TRADE – É uma expressão comumente usada no mercado financeiro para designar a realização de um negocio.

TRADERS – É a nomenclatura comumente usada no mercado financeiro para aqueles que realizam negócios entre si.

VALOR DE MERCADO – É o valor que um proprietário receberia por um ativo, se desejasse vendê-lo de imediato.

VENCIMENTO – Data que ocorre a liquidação dos contratos no mercado de opções de ações.

VOLATILIDADE – Indica o grau médio de variação dos preços de um ativo num determinado período. Alta volatilidade significa que o valor da cota apresenta forte oscilação.

VOLUME – É a quantidade de dinheiro envolvida na negociação de um determinado papel.

sexta-feira, 5 de junho de 2020

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